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Os problemas mudam na medida em que vamos crescendo. Lembro que quando criança, o meu maior problema era não poder brincar na rua. Quando vinha a proibição da minha mãe, sentia tanta dificuldade em conviver com aquele momento, uma espécie de frustração, chateação, birra, sei lá o que sentia, mas doía tanto que até chorava. Mas lembro também que não era um grande problema, pois a dor logo passava.

Cresci um pouquinho e o nível das minhas dores teve uma escala, tudo girava em torno da meu mundo “sentimental”. Como sofria quando um menino que eu gostava se mostrava apaixonado por outra menina. Quanto choro a noite, parecia que aquela era a pior dor que eu sentiria na vida. Eu o valor que eu dava a mim mesma? Naqueles momentos de lágrimas no quarto escuro, eu era a pior pessoa do mundo, a mais feia, com menos qualidades, e na minha imaginação, eu seria para sempre assim. Deixei passar uns dias, talvez semana (não mais que isso, juro) e descobri que meus sentimentos também eram passageiros.

Já na fase adulta eu continuava convivendo com problemas sentimentais, e descobri que teria além deles, novas preocupações. Minha vida parecia uma estante onde só surgiam medos, problemas e coisas para que eu pudesse resolver e o maior desafio era encontrar a solução para essas questões. Não me espanta lembrar que foram os piores momentos que mais me ensinaram a administrar as dores sentimentais, as perdas e acreditar que tudo poderia melhorar.

Hoje, já não choro quando não posso ir pra rua. Também não me preocupo se o carinha mais gato vai se interessar por mim. Hoje uso a cabeça que me ajuda a controlar o corpo e seguir viagem.

O difícil agora é saber onde ir. E nesse monte de pensamentos diários, vou entendendo que na verdade quase ninguém sabe pra onde vai chegar, mas a vida nos obriga a fingir que sabemos. Então, o importante é seguir, mesmo que você não tenha tanta certeza de onde irá chegar. O melhor é viver como se esse dia fosse o mais importante, independente se ele é exatamente da forma que desejamos, vamos aproveitar o caminho da melhor forma que puder!

Sobre o Autor(a)

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Lione Acácia, geminiana, apenas para constar, porque não me ligo nisso. Adoro moda, batata frita e gente de todo o tipo. Nasci perguntadeira e me especializei nisso, fazendo jornalismo. Adoro uma conversa solta, me inspiro em minhas análises do cotidiano, e faço o meu mundo baseado nos mundos de todo mundo. Não sou fútil, mas desconfio não ser útil!

2 Comments

  1. Que legal! Não sabia que vc tem blog! Amei! 🙂 Sou a Priscila q trabalhou na Inter Tv com vc! 🙂 Gostei muito do texto!! EStarei sempre por aqui! 😉 Bjin!

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