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Quando penso o que desejo para meus dias de hoje, não deixo de lembrar os tantos amores que já quis. Volto na minha adolescência, quando eu e minhas primas perdíamos horas deitada, olhando as estrelas e sonhando como seria a nossa vida de adulta. Lógico que não faltavam detalhes para compor o cenário romântico que construíamos a cada nova imaginação.

Já quis um príncipe encantado como dos contos de fada! Na minha imaginação ele chegaria de surpresa, quando eu mais precisasse, e traria dentro de si todas as soluções e até as explicações para aquilo que eu não conhecia!

Já quis o mais bonito do bairro! O carinha que todas as meninas eram apaixonadas por ele! Mas como estava na idade da inquietude, refleti sobre o que seria a real beleza. Além disso, pensei sobre a necessidade de ser bonito. Será que o “mais gato” era tão apaixonante assim?

E depois disso, é lógico, quis o que que parecia estranho e que, acreditava eu, ninguém queria. Para mim, esse trazia surpresas interiores que poderiam se sobrepor a sua falta de beleza! Nessa época me importava somente o sentimento que ele teria por mim, sonhava com um namorado, marido, superapaixonado e muito feliz. Sonhei com a família perfeita e os sonhos e planos que construiríamos juntos.

Mas não acabava aí… vieram os mais velhos, os mais novos, os mais altos, os mais baixos… todos trariam, na minha imaginação, algo que me completaria perfeitamente. Mas como diz um amigo meu, a realidade é dura, e ela trouxe histórias mais complicadas, menos apaixonantes do que as que eu imaginei um dia. O príncipe até existiu, era bonito, mas muito imperfeito. Até chegou quando eu mais precisava, mas não tinha resposta nenhuma, pelo contrário, tinha questões bem complicadas para um prícipe.

O bonito, atraia fisicamente, e só. O feio, não tinha beleza exterior nenhuma! Os demais nem chegaram a existir e a minha imaginação já desfez todas as coisas que construiu um dia. Hoje a dura realidade me leva a crer que o importante mesmo é como eu aprendo com a vida!!!

Agora me preocupo em avaliar o presente e as boas conquistas, deixando os esteriótipos a cargo do destino. Quero que a vida me surpreenda. Desejo que ela traga o imperfeito mais que perfeito e me faça rir, chorar e sonhar ainda mais. Não são mais as características que eu imagino encontrar, o novo e mais inquietante para mim devem ser os sentimentos, que irão se misturar aos sonhos antigos, as histórias passadas e as coisas reais… isso tudo junto deve fazer a mão suar, o coração bater acelerado, só de ouvir a voz de quem conquistar meu coração!…..
Lione Acácia
Jornalista

Sobre o Autor(a)

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Lione Acácia, geminiana, apenas para constar, porque não me ligo nisso. Adoro moda, batata frita e gente de todo o tipo. Nasci perguntadeira e me especializei nisso, fazendo jornalismo. Adoro uma conversa solta, me inspiro em minhas análises do cotidiano, e faço o meu mundo baseado nos mundos de todo mundo. Não sou fútil, mas desconfio não ser útil!

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