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Para entender o que é o colágeno, apalpe as suas orelhas ou a pontinha do nariz e note o quão maleáveis e, ao mesmo tempo, resistentes eles são. “A função dessa proteína de origem animal é dar firmeza à pele, às cartilagens e, em geral, às estruturas do nosso corpo que não precisam da sustentação dos ossos, mas, sim, de um suporte”, esclarece o médico da Associação Brasileira de Nutrologia, Carlos Alberto Nogueira de Almeida.

Aproximadamente um terço da proteína de nosso corpo é colágeno. Ele tem uma função estrutural, protege outros tecidos menos resistentes e permite a sua conexão com o esqueleto ósseo. O colágeno tem inúmeros atributos: deixa a pele resistente e elástica, reforça tendões e ligamentos que unem os músculos aos ossos, sustenta os órgãos internos. Ossos e dentes são feitos pela adição de minerais à matriz de colágeno, e 75% da pele é colágeno.

O nutrólogo explica que a ingestão de determinadas fontes para a produção de colágeno, caso das carnes vermelhas e brancas, são válidas até certo ponto. Segundo ele, o processo pode ser comparado ao de uma fábrica: cada pedacinho dessa matéria-prima ingerida à mesa é degradado no processo digestivo para então formar os aminoácidos, uma fração mais sintetizada da proteína. “Nessa indústria, eles seriam os tijolinhos que formam a estrutura da qual precisamos naquele momento”, explica a nutricionista do Hospital São Camilo, Marisa Resende Coutinho.

Existem nutrientes que ajudam o corpo a sintetizar e a preservar a principal proteína fibrilar por diversos caminhos metabólicos, agindo como cofatores. Para isso é preciso consumir alimentos ricos em lisina, presente em laticínios, carnes, aves, peixes e frutos do mar, ovos, lentilha, tofu, quinoa e semente de abóbora; ômega-3, que reduz a degradação de colágeno; vitamina A e o enxofre, que trabalham em conjunto para produzir novas fibras; licopeno e para finalizar, não pode faltar vitamina C que se junta à lisina e prolina para formar os blocos de colágeno no corpo. Pode-se encontrar o enxofre na ingestão de alho, cebola, azeitonas, couve-de-bruxelas, ovos, pepino e aipo. A vitamina A está presente em frutas e vegetais de cor verde, vermelha, laranja e amarela, como cenoura, batata doce, melão, manga, etc. O licopeno inibe a colagenase, uma enzima que destrói o colágeno, e se concentra no tomate, melancia, goiaba, acerola, pimentão vermelho e beterraba.

Vale lembrar que, a partir dos 30 anos de idade, há uma queda gradual no processo de produção de colágeno. “Ele vai sendo substituído por outro tecido, menos elástico e mais fibroso. Daí, percebemos a flacidez, as rugas, a perda dos cabelos e as unhas fracas”, detalha Marisa. Ainda segundo a nutricionista, os radicais livres que o organismo luta para combater durante os períodos de estresse também prejudicam o funcionamento desta indústria.

Suplemento alimentar

No caso dos suplementos, o ideal é que a versão em pó seja utilizada, já que as cápsulas não comportam a quantidade de colágeno recomendada por dia, isto é, 10 gramas. “A indicação deve ser feita por um profissional habilitado, de acordo com a necessidade da pessoa assistida”, orienta Nadia. Quanto à famosa referência à gelatina, Nogueira de Almeida revela: “ela possui cerca de 1% de proteína, que, no caso, é o colágeno. Essa quantidade é muito baixa e está longe de ser a melhor opção”.

Sobre o Autor(a)

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Lione Acácia, geminiana, apenas para constar, porque não me ligo nisso. Adoro moda, batata frita e gente de todo o tipo. Nasci perguntadeira e me especializei nisso, fazendo jornalismo. Adoro uma conversa solta, me inspiro em minhas análises do cotidiano, e faço o meu mundo baseado nos mundos de todo mundo. Não sou fútil, mas desconfio não ser útil!

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